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Laser: usos e tratamentos

O laser pode ser usado em todas as áreas da odontologia, da higienização a periodontia?

Na periodontia, é usado para recuperar a perda de massa óssea.

Antes de fazemos os implantes porém, tratamos da microcirculação periférica num osso com perda de massa óssea, um osso sem nutrição.

Não haverá o que chamamos de osseointegração se fizermos implantes num osso sem nutrição, ou seja, a produção de osso no interface do implante. E não tem nutrição pois há o problema da vascularização.

Portanto, antes dos implantes, fazendo-se um tratamento com laser no suporte ósseo faz com que sejamos bons semeadores.

Ser bons semeadores significa que vamos cuidar do osso e sua região por completo, onde serão colocados os implantes.

Assim, o laser vai fazer com que esse osso que tinha baixa vascularização e não tinha nutrição passe a ter mais possibilidades de revascularizacao.

Por exemplo, num osso que tinha nutrição de 40 por cento vai passar a ter uma nutrição de cerca de 100 por cento. E a osseointegracao num osso bem nutrido terá uma osseointegracao muito mais adequada.

Portanto, pode-se dizer que o laser é usado como pré-operatório na colocação dos implantes.

E em relação aos outros usos do laser?

Adicionalmente, o laser também elimina o que chamamos de bactérias aeróbicas e anaeróbicas.

Num estudo recente, retiramos e depositamos dois tipos de bactérias em três placas petri – recipiente cilíndrico para colheita de cultura laboratorial. Numa placa colocamos antibiótico, noutra colocamos anti-inflamatório, e numa terceira placa colocamos um minuto sob exposição ao laser durante uma semana. Dez dias depois, na placa do antibiótico havia ainda cerca de 35 a 40 por cento de bactérias, e  tinham adquirido resistência. Já a eficiência com o anti-inflamatório foi de 30 por cento. Ao analisarmos a placa que tínhamos submetido ao tratamento a laser, praticamente todas as bactérias antes presentes tinham sido eliminadas.

Na prática, o tratamento a laser se faz passando o laser de dente a dente, tanto na arcado inferior quanto na arcada superior.

Na higienização, precisamos fazer antes uma descontaminação, que se faz com tacas de borracha, com pastas de polimento para alisamento de superfície dental, eliminação de biofilmes. Isto é o que chamamos de tratamento bio-mecânico.

Se o paciente tem bactérias aeróbicas e anaeróbicas, quando colocamos uma tarja medidora de ph salivar, ela vai indicar ph salivar ácido, com as bactérias se proliferando numa velocidade espantosa, aumentando a contaminação do local.

Por exemplo, durante o tratamento de um dente, e uma semana após colocamos essas tarjas, elas vão mostrar um ph salivar neutro, porque com um ph salivar neutro a capacidade reprodução das bactérias já é rápido, entrando num ciclo normal de reprodução, é muito baixo, uma vez a cada 48 horas. com um ph ácido, a reprodução é feita a cada duas horas. Isso em um dia pode gerar colônias inteiras de bactérias.

Portanto, a higienização e descontaminação sao muito importantes, seja com pastas profiláticas ou outros mecanismos, pode haver resultado, porem só o laser vai dar a ele um resultado de 100 por cento. Sem o laser o resultado será de 60 cento.

Podemos utilizar o laser também no branqueamento e nas plásticas gengivais.

No primeiro caso, utilizamos uma luz led, azul,  junto com o laser.

O clareamento dental com laser tem resultados mais objetivos pois consegue não só remover e clarear os dentes mas consegue remover também as manchas de superfície, como as manchas de dentes de fumantes.

Na prática, quando colocamos o gel sobre o dente, e aplicamos o laser sobre o mesmo, ele vai liberar uma quantidade de oxigênio em direção ao dente, criando ali uma reação exotérmica, ou seja, o laser não vai liberar calor para o dente.

Quando fazemos o clareamento convencional com o led, e não o laser, o led pode produzir uma reação exotérmica, ou seja, vai liberar calor, fazendo com o que o paciente fique com muita sensibilidade dental.

E o fato de o tratamento laser não criar sensibilidade ja é um ótimo beneficio.

No caso da gengivoplastia, no momento que o fazemos, o fazemos na parte óssea e na gengiva.

Na parte óssea, teremos a regeneração óssea guiada, ou seja no suporte ósseo.

Na parte gengival mole, teremos a regeneração tecidual guiada, ou seja, a reposição de novas células na gengiva. A gengiva passa então de magrinha a uma gengiva mais gordinha.

A partir do momento em que ela fica mais gordinha, cortamos essa gengiva no meio com uma lâmina e fazemos o seu reposicionamento. Fazemos assim o paciente ganhar gengiva, e após recuperar a gengiva perdida, fazemos plástica gengival pois teremos condições de cobrir a raiz que estava exposta.

Se fossemos fazer a plástica sem a técnica de engordar a gengiva e sem o tratamento a laser, a plástica certamente não teria sucesso.

Disso decorre a importância do laser também nessa área muito procurada que é a plástica gengival.