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Perda de Massa Óssea – O que é, como ela acontece.

Perda de Massa Óssea – O que é, como ela acontece.

A perda de massa óssea durante muitos anos não foi muito bem explicada, e até hoje não se consegue explicar muito bem o que de fato ocorre naquilo a que chamamos de perda de massa óssea.

A primeira coisa a se falar é de sua estrutura, e desse ponto de vista, ou seja, de sua estrutura, o osso possui o que chamamos de cortical, que é a sua parte externa, e a medula, que é a parte interna.

Quando uma pessoa mastiga [sobre o dente] e o dente transfere essa pressão para o suporte ósseo, nesse momento ela perde células através da parte externa do osso, que é a cortical. Isto é, a pessoa perde células ósseas pela parte externa.

Ao mesmo tempo, nesse momento, as células da medula óssea se reproduzem, repondo as células que o paciente perdeu na cortical. Isto quer dizer que fisiologicamente o osso tem como se automanter. O paciente ao mastigar perde células na cortical, mas as células da medula se multiplicam e as repõem. Nessa situação de perda e reposição constante, não há perda óssea.

A única situação real de perda de massa óssea é quando ele perde células e não as repõem. É o que chamamos de reabsorção da massa óssea

Como a pessoa sabe se tem perda de massa óssea? Quais as características?

Quando se fala do tema, tem-se a sensação de que a pessoa tem osteopenia, ou seja, perda de massa óssea no corpo todo, sendo que estamos falando somente da boca.

E na boca, vamos começar pelo suporte ósseo, que é revestido pela gengiva, que é conhecido por periodonto de revestimento ou de proteção.

Se o suporte ósseo funciona como base para o suporte da gengiva, no momento em que o paciente perde massa óssea, essa gengiva fica sem suporte. O que vai acontecer? Ela vai retrair-se e descolar-se. E no momento em que ela se descola, formam-se as bolsas periodontais.

Em termos de diagnóstico e identificação do problema, quando o paciente chega ao Instituto Contatore, utilizamos algumas sondas milimetradas que são colocadas entre a gengiva e o dente. Estando a gengiva descolada a sonda vai penetrar de oito a dez milímetros – sendo que numa gengiva normal penetraria ate no máximo dois milímetros.

Portanto, está comprovado que o paciente teve ali uma perda óssea por baixo e a conseqüência disso é um descolamento de gengiva. Esse é um caso típico de um paciente que teve periondontite, que está ligada a osteopenia.

E a periodontite é uma doença que não só inflama a área gengival, mas gera o que chamamos de reabsorção óssea.

Essa gengiva descolada passa assim a ser objeto de bactérias acidogénicas. A partir desse momento, a perda de massa óssea passa a ser um processo degenerativo do suporte ósseo, infeccioso, pois tem presença de bactérias naquela bolsa.

Ela também é crônica ao ponto de o paciente não sentir dor. E por quê? Como a gengiva está descolada e com as enzimas liberadas por essas bactérias e secreções na gengiva, elas passam a ser liberadas pela gengiva descolada, isto é, a gengiva descolada é também uma área de drenagem, e como drena as secreções o processo nunca é agudo, mas sim crônico.

Portanto, é surpreendente às vezes dizermos a alguns pacientes que eles têm perda de massa óssea e eles dizem que já passaram por oito, nove ou dez dentistas por vários anos, mas ninguém nada lhes disse sobre isso. E isso porque muitos dentistas tratam o problema do ponto de vista cariogênico.

Segundo o odontologista e pesquisador em dentística avancada, Dr. José Vicente Contatore, idealmente todo dentista deveria ter um conhencimento aprofundado sobre periodontia clínica, saber avaliar a perda óssea e orientar o paciente para o tratamento, já que muitos pacientes passam por profissionais sem nenhuma orientação sobre o tema e o paciente acaba perdendo cerca de um milímetro de osso por ano. Depois de 15 anos de tratamentos ineficazes, na maioria das vezes o diagnóstico acaba sendo perda óssea.