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ATM e a falsa labirintite

Hoje também se fala muito da falsa labirintite.

Por muito tempo, médicos e otorrinolaringologistas diagnosticaram pacientes que apresentavam sinais de tonturas ou zumbidos como sendo labirintite verdadeira. Imediatamente receitavam Estrongenon e hormônios para o paciente. Faziam isso em cima de um diagnostico diferencial errado.

Toda vez que se comprime a lâmina que separa o ouvido da cavidade glenóide vai haver uma compressão que por sua vez produz uma vibração que vai dentro do ouvido, idêntica quando jogamos uma pedra num lago e círculos vão se abrindo em sequência.

Quando o côndilo bate na lâmina anterior ao ouvido, gera-se uma vibração que adentra o ouvido. Essas vibrações somadas em semanas e anos aparecem ao paciente na forma de vários sintomas.

Por exemplo, um deles acontece quando o côndilo bate na lâmina e faz vibrar os ossículos dentro do ouvido (chamados de bigorna, martelo e estribo). A vibração nesse caso sendo o mesmo que zumbido. Com o passar do tempo, os ossinhos não mais permanecem estáticos, mas sim, passam a vibrarem, ou seja, passam a zumbir.

Um outro sintoma se relaciona com os receptores sensitivos é o daquele que se localiza abaixo dos ossículos. Esses receptores nos dão o posicionamento onde estamos – seriam uma forma de GPS natural do nosso corpo.

Se pendemos para a esquerda, por exemplo, os receptores nos fornecem um sinal dizendo `você está pendendo para a esquerda`, e assim por diante. Mas ao invés de ficarem estáticos, começam a fazer movimentos diferentes e a mandarem mensagens diferentes, e a pessoa fica sem saber onde se orientar.  A tontura é um dos resultados de uma pseudo-labirintitte – e não de uma verdadeira labirintite.

Temos dados cursos e palestras na Sociedade de Otorrinolaringologia de São Paulo e de outros lugares do Brasil, orientando médicos e profissionais sobre os erros feitos em diagnósticos.