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Terceira Dentição: Entrevista com Dr. José Vicente Contatore

Terceira Dentição

P. O que vem a ser a terceira dentição? Por favor nos dê uma definição?
R. A primeira dentição, chamada dente de leite, orienta a segunda dentição, que é a dentição permanente.
A terceira dentição é quando o paciente perdeu seus dentes permanentes e faz uso da terceira dentição com a colocação de implantes. Os implantes hoje são ósseontegrados, e assim são chamados de terceira dentição.

P. É possível fazer dente em laboratório, ou seja, produzir um dente igual aos dentes normais em laboratório?
R. Este é um caminho que será concretizado aproximadamente daqui uns dez anos porque a partir do momento em que se conhecer a memória de cada célula dentro da formação de um germem dentário, poderá ser feito dentro desta memória celular um germem dentário em laboratório e aí ser colocado intraósseo dentro daquela área da boca do paciente onde não tem dente. Ali vai crescer um pilar, vai crescer um dente através deste processo, mas este fato realmente só aqui uns dez anos!

P. Qual é o papel das células-tronco na terceira dentição?
R. O papel das células-tronco na terceira dentição tem como objetivo claro a regeneração óssea guiada com tais células para que o paciente tenha a possibilidade de colocar implantes. Se o paciente quer colocar implantes e não tem altura óssea (osso suficiente) para tal fato, nós vamos submeter a boca dele a um processo de osteogênese, que é, formação óssea, e osteoindução, que vai induzir a formação óssea e a osteocondução, que vai conduzir à formação óssea. E através de uma cirurgia, nós colocamos estas células-tronco e elas vão desempenhar este papel. Se o paciente ganha massa óssea, ganha altura e diâmetro óssea, então terá condições de fazer as colocações do implante. Portanto a citogenética é um fator-chave para a medicina odontológica, transformando-se em terapia odontológica, que até então era apenas terapia empírica, e nao se discutia isso em citogenética. Agora estuda-se em citogenética dentro da odontologia.

P. Quais as pré-condições de saúde que o paciente precisa ter? Ele precisa ter passado por um periodontista, precisa ter feito um check-up geral?
R. Primeiro, o paciente que tem problema de perda óssea tem problema de circulação de sangue dentro do suporte ósseo, isto é, vai haver a necessidade de revascularização do suporte ósseo para depois se colocar células BB, células-tronco nesta área, que deverá receber nutrição de um osso que tenha vascularização.
Se você coloca a célula em um osso que não tem vascularização, esta célula não vai ter nutrição, em 7 dias ela vai morrer. Então tudo tem um protocolo a ser executado. A nível sistêmico, os diabéticos têm problema de micro circulação periférica. Num diabético 2, com um grau de 200, 300 de insulina, haverá dificuldades em se fazer uma cirurgia com células-tronco porque ele tem problemas de micro circulação periférica. Ele tem que fazer uma dieta, tem que tomar o medicamento, tem que baixar os níveis glicêmicos para, se não for possível para 90 que era o ideal, até 110, para que seja possível fazer todo este trabalho.

P. Qual o papel e atuação do Instituto Contatore na terceira dentição? Vocês abraçaram o tema a 100%?
R. Já procurando soluções de ponta há mais de 45 anos, o Instituto Contatore abraçou as pesquisas em terceira dentição por completo. Há 45 anos não havia implantes. A solução para os pacientes era se fazer uma dentadura, ou uma ponte móvel para a parte desdentada, mas cuja solução era sempre uma solução arcaica, uma solução que, para o paciente, não era vantajosa. Ele sentia que não tinha conseguido atingir seus objetivos.
Aí entrou em cena um novo paradigma diante deste antigo paradigma. E o novo paradigma abriu novas fronteiras. Por exemplo, se um individuo desdentado por completo chega ao Instituto e precisa fazer implantes tanto no superior quanto no inferior, vamos colocar 14 implantes em cima, 14 implantes em baixo. De modo resumido, primeiro fazemos a regeneração óssea guiada e colocamos as prótese parafusadas sobre esses implantes. O paciente então estará usando o que chamamos de ‘terceira dentição’, que é uma ponte fixa de 14 elementos em cima e 14 elementos em baixo. Comparando com há 45 anos, isto é não só tecnologia e inovação mas também um grande milagre.

P. E é um tratamento muito caro pois primeira coisa que as pessoas querem saber é se o tratamento fica muito caro ou não. O Sr. já vem há muito tempo trabalha com o Instituto Social Contatore, que entre outras coisas projeta ajuda medicina para pessoas de baixa renda. Qual é o papel que o Instituto vai ter nestes casos?
R. Nós não podemos diante das necessidades de uma pessoa que chega ao Instituto dar um determinado valor à pessoa e dizer que não temos condições que nada podemos fazer a não ser lavar as mãos e não fazer absolutamente nada a essa pessoa. Se eu fizesse isto eu não estaria entendendo a importância social do Instituto Contatore. Hoje nós temos um programa de atendimento para pacientes sem nenhum recursos mediante comprovação. Começamos ha alguns anos atrás e hoje nós atendemos, no volume total, um paciente por dia de graça, com uma agenda tomada até 2025.
Portanto este tipo de atendimento social necessita de muito mais ajuda e outros profissionais. Uma entidade como o Instituto Contatore, como qualquer empresa precisa ter uma receita, mas temos a consciência de atender dentro de uma sequência um paciente por dia. Esta é a razão pela qual eu estou empenhado na inauguração futura da Fundação Contatore, que contará com envolvimentos e patrocínios de fábricas de fora do Brasil. No Brasil, nossa intenção é tratar pessoas gratuitamente, a partir dos recursos dos cursos que daremos, como os cursos em parcerias com a Universidade de Cornell em NY, com a universidade de Frankfurt e a Universidade de Colônia na Alemanha. Por meio desses intercâmbios com essas instituições e faculdades virão para a Fundação, haverá a possibilidade de médicos ampliarem os seus conhecimentos. Farão os seus cursos e receberão o diploma como se estivessem recebido da Universidade Cornell, por exemplo. E isto vai gerar um envolvimento financeiro do Instituto de magnitude. A Universidade de Cornell, por exemplo, sempre quis ter uma universidade satélite fora dos EUA. Isto para nós da odontologia é fantástico, pois nos permitiria unir melhor ciência, tecnologia e inovação. Através de minha experiência e contatos com aquela universidade, que vê na Fundaçao Contatore uma perspectiva promissora, eu como diretor clínico do Instituto sinto que a Fundação neste momento é o mais importante de tudo estou projetando para o futuro. Tenho 63 anos, e se eu conseguir em 10 anos inaugurar a Fundação Contatore, quando eu morrer, terei dado um grande passo. Quero organizar na Fundação Contatore um corpo diretivo focado na mesma perspectiva de ciência, tecnologia e inovação, com aplicações no social.Em termos de infraestrutura, teremos anfiteatro, produziremos cursos, as ultimas tecnologias em internet e várias outras coisas.Deus permitindo, para mim como ser humano será um ponto capital, algo de muitíssima importância.
Faremos o trabalho na Fundação Contatore com todo este envolvimento e empenho em ajudar os mais carentes.